Falta tempo para ser feliz? O valor de uma pausa que é sua

Falta tempo para ser feliz? O valor de uma pausa que é sua. O que você faz com seu tempo livre? E que tal comprar tempo. Isso pode fazer muita diferença na sua vida.

SAÚDE E BEM ESTARTEMPO

11/5/20262 min read

Falta tempo para ser feliz? O valor de uma pausa que é sua

Você termina uma tarefa e já começa a pensar na próxima. Resolve uma pendência, responde a uma mensagem, atende a mais um pedido. Quando percebe, o dia acabou. Houve muita coisa feita, mas quase nenhum espaço para aquilo que lhe dá prazer.

Tempo é o seu bem mais precioso. Porém, reconhecer esse valor nem sempre muda a maneira como você o utiliza. Às vezes, basta surgir uma hora livre para aparecer também a necessidade de ocupá-la. Descansar parece desperdício. Fazer algo só porque é agradável exige uma justificativa.

Por que julgamos tanto o prazer de viver?

Quando recuperar tempo faz diferença

Uma pesquisa publicada em 2017, na revista científica PNAS, encontrou uma associação entre gastar dinheiro com serviços que economizam tempo e maior satisfação com a vida. O trabalho reuniu amostras de quatro países e incluiu um experimento no qual uma compra que poupava tempo trouxe mais felicidade naquele momento do que uma compra material.

Esse resultado não significa que todos possam contratar ajuda, nem que comprar tempo garanta felicidade. O acesso a esse recurso é desigual. Mas ele oferece um ponto de partida para pensar no peso da correria e no valor que damos a algum espaço disponível.

Quando possível, dividir uma responsabilidade ou simplificar uma tarefa pode abrir esse espaço. E então surge outra escolha: o que faremos com ele?

O prazer não precisa passar por um tribunal

Ler algumas páginas, ouvir uma música, cuidar de uma planta, jogar qualquer jogo, ficar um pouco sem fazer nada. O que dá prazer a uma pessoa pode não despertar interesse algum em outra. Tudo bem. Não precisamos transformar o descanso em mais uma competição, nem fazer de cada passatempo um projeto de aperfeiçoamento.

Há também o tempo vivido com os outros. Uma conversa que se alonga, um café com alguém querido, a disposição para conhecer uma pessoa nova. Sempre que possível, reservar espaço para esses encontros é uma forma de dar lugar aos relacionamentos na vida, em vez de esperar que eles caibam no que sobrar.

Nem toda pausa precisa ter companhia. Estar consigo também pode ser agradável. Importa perceber o que faz sentido para você naquele momento, sem a obrigação de seguir o lazer de outra pessoa.

Pense no próximo pequeno intervalo que estiver ao seu alcance. Antes de preenchê-lo com outra tarefa, pergunte a si mesmo o que gostaria de viver ali. Talvez seja descansar. Talvez seja procurar alguém de quem sente falta.

O tempo que você dedica a isso também faz parte da sua vida. Que lugar ele tem recebido no seu dia?

Fonte: Whillans e colaboradores, Buying time promotes happiness, 2017. A extensão aos relacionamentos e ao prazer sem julgamento incorpora sua reflexão, sem atribuí-la ao experimento.